Com funcionamento 24 horas, todos os dias da semana, o Pronto Socorro da Santa Casa de Itapira conta com uma equipe preparada nos parâmetros técnicos, éticos e solidários.

Além dos equipamentos de ponta para atender as mais diferentes necessidades e problemas, nossos profissionais da recepção, enfermagem e médicos plantonistas são treinados para acolher, de forma humanizada, todos os pacientes, organizando o atendimento e respeitando a complexidade dos casos recebidos.

Todos nossos médicos plantonistas do Pronto Socorro possuem certificado da “American Heart Association”, que é a Associação Americana de Cardiologia e seguimos diretrizes internacionais através de nossos protocolos de atendimentos que, inclusive, você pode conferir resumidamente no final desta página do que se tratam.

 

A ordem do atendimento no Pronto Socorro é feita através da classificação de riscos e não, exclusivamente, por ordem de chegada.

Os cuidados e respeito que temos com os nossos pacientes são identificados já na recepção com o preenchimento da Ficha de Atendimento Ambulatorial. Em seguida, o enfermeiro da triagem promove o acolhimento do paciente para coletar as informações importantes e realizar a mensuração dos sinais vitais, ouvindo e compreendendo o problema e a queixa do paciente.

Cada paciente, por sua vez, é classificado, por cor, conforme o risco de atendimento, sendo:

Vermelho (atendimento imediato)

Amarelo (casos urgentes)

Verde (casos de menor gravidade)

Todo este cuidado em acolher e classificar os riscos dos pacientes que chegam ao Pronto Socorro é estrategicamente realizado para prestar uma assistência humanizada, otimizando o tempo de espera e priorizando as ocorrências de acordo com sua gravidade.

Por fim, este modelo visa atender com a qualidade e respeito que todas as pessoas merecem.

Assistência

humanizada

Otimização de tempo

de espera

Priorização de ocorrências de

acordo com a gravidade

Qualidade e

respeito

Na Santa Casa de Itapira, o atendimento em nosso Pronto Socorro é guiado por protocolos clínicos baseados em evidências científicas e boas práticas da medicina. Esses protocolos orientam a equipe médica e assistencial na avaliação e condução dos casos, contribuindo para decisões mais rápidas, seguras e eficientes no cuidado aos pacientes.

Com o objetivo de trazer mais transparência e informação à população, apresentamos abaixo resumos dos principais protocolos assistenciais utilizados em nosso Pronto Socorro.

As descrições foram adaptadas para uma linguagem mais acessível, permitindo que pacientes e acompanhantes compreendam melhor como funciona a organização do atendimento em situações de urgência e emergência.

Importante: as informações apresentadas são resumos explicativos e têm caráter informativo, não substituindo a avaliação individual realizada pela equipe médica.

Confira alguns de nossos protocolos:

Manejo da Dor Torácica

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado quando um paciente chega ao Pronto Socorro com dor no peito ou sintomas que possam estar relacionados a problemas cardíacos, como falta de ar, sudorese, náuseas ou sensação de pressão no peito. Essas situações exigem avaliação rápida, pois podem estar associadas a condições graves, como o infarto.

Como o paciente é avaliado?

Após a chegada ao Pronto Socorro, o paciente passa por triagem e avaliação médica imediata. Um dos exames mais importantes nessa fase é o eletrocardiograma (ECG), que deve ser realizado preferencialmente em até 10 minutos após a identificação da dor torácica, ajudando a detectar alterações cardíacas precoces.

Além disso, a equipe médica avalia sintomas, histórico de saúde, fatores de risco e pode solicitar exames laboratoriais e outros exames complementares.

Como é conduzido o atendimento?

De acordo com os resultados da avaliação inicial, o paciente pode receber monitorização contínua, medicações específicas e novos exames, conforme a necessidade clínica. Em casos de suspeita ou confirmação de síndrome coronariana aguda, o tratamento é iniciado imediatamente, seguindo protocolos reconhecidos na medicina de emergência.

Qual é o objetivo deste protocolo?

O principal objetivo é identificar rapidamente situações graves e iniciar o tratamento no menor tempo possível, aumentando a segurança do paciente e as chances de recuperação.

Manejo da Dor no Pronto Socorro e Uso de Opioides

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado sempre que um paciente procura o Pronto Socorro com queixa de dor, independentemente da causa. A dor é um dos sintomas mais frequentes em serviços de urgência e emergência e pode estar relacionada a diferentes condições clínicas, desde situações simples até quadros mais complexos.

Como o paciente é avaliado?

A equipe médica realiza uma avaliação detalhada da dor, considerando características como localização, intensidade, duração, tipo de dor e fatores que pioram ou aliviam o sintoma. Para ajudar nessa análise, pode ser utilizada uma escala de intensidade da dor, geralmente de 0 a 10, onde o paciente indica o grau de desconforto que está sentindo.

Como é conduzido o atendimento?

O tratamento da dor segue um escalonamento de medicamentos, de acordo com a intensidade do sintoma. Inicialmente podem ser utilizados analgésicos simples e anti-inflamatórios. Em casos de dor mais intensa ou que não responde às medicações iniciais, podem ser indicados medicamentos mais potentes, incluindo opioides, sempre com avaliação médica cuidadosa e monitoramento adequado.

Outras medicações de suporte também podem ser utilizadas para tratar sintomas associados, como náuseas ou espasmos musculares.

Qual é o objetivo deste protocolo?

O objetivo é garantir o controle adequado da dor de forma segura e individualizada, proporcionando conforto ao paciente e permitindo que a equipe médica investigue e trate a causa do sintoma.

Sepse Pediátrica

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado quando há suspeita ou confirmação de sepse em crianças, uma condição grave causada por uma infecção que pode comprometer rapidamente o funcionamento de órgãos vitais.

Na Santa Casa de Itapira, o protocolo é utilizado para pacientes pediátricos a partir de 28 dias de vida até 14 anos, 11 meses e 29 dias, com sinais clínicos que indiquem possível infecção associada a alterações importantes no organismo.

Como o paciente é avaliado?

Diante da suspeita de sepse, a criança passa por avaliação médica imediata e monitorização contínua, com acompanhamento de sinais vitais, nível de consciência, respiração e circulação.

A equipe também pode solicitar exames laboratoriais e culturas para identificar o agente infeccioso e avaliar possíveis alterações em órgãos como pulmões, rins e sistema cardiovascular.

Como é conduzido o atendimento?

O tratamento segue medidas rápidas e coordenadas, com prioridade para iniciar o cuidado ainda na primeira hora após a suspeita da doença.

Entre as principais ações estão:

  • monitorização clínica contínua;

  • administração precoce de antibióticos;

  • reposição de líquidos intravenosos para estabilizar a circulação;

  • suporte respiratório e cardiovascular quando necessário.

Essas intervenções são fundamentais para estabilizar o paciente e controlar a infecção o mais rapidamente possível.

Qual é o objetivo deste protocolo?

O objetivo é reconhecer a sepse precocemente e iniciar o tratamento o mais rápido possível, reduzindo o risco de complicações graves e aumentando as chances de recuperação da criança.

O diagnóstico e a intervenção precoces são fatores essenciais para melhorar o prognóstico em casos de sepse pediátrica.

Sepse

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado quando há suspeita de sepse, uma condição grave que ocorre quando o organismo apresenta uma resposta desregulada a uma infecção, podendo comprometer o funcionamento de órgãos importantes.

A sepse pode ter origem em diferentes tipos de infecção, sendo mais comuns as infecções respiratórias, urinárias e abdominais. A identificação precoce é fundamental para iniciar o tratamento rapidamente e reduzir riscos ao paciente.

Como o paciente é avaliado?

A equipe assistencial avalia sinais e sintomas que podem indicar infecção associada a alterações no funcionamento do organismo, como febre, queda de pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, dificuldade respiratória ou alteração do nível de consciência.

Quando há suspeita clínica, são solicitados exames laboratoriais e culturas para ajudar a identificar o foco da infecção e avaliar possíveis disfunções orgânicas. A monitorização clínica é intensificada para acompanhar a evolução do paciente.

Como é conduzido o atendimento?

Uma vez identificado o quadro de sepse, o protocolo prevê início rápido do tratamento, que pode incluir administração de antibióticos, monitorização contínua, suporte clínico e investigação do foco infeccioso.

Exames laboratoriais, exames de imagem e outros recursos diagnósticos podem ser utilizados para orientar o tratamento e acompanhar a resposta do paciente às medidas adotadas.

Qual é o objetivo deste protocolo?

O objetivo é reconhecer precocemente os sinais de sepse e iniciar o tratamento o mais rápido possível, reduzindo o risco de complicações graves e aumentando as chances de recuperação do paciente.

A padronização dessas condutas permite que a equipe assistencial atue de forma rápida, organizada e baseada em boas práticas da medicina.

Manejo Clínico da Influenza

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado quando um paciente apresenta sintomas de síndrome gripal, como febre de início súbito, tosse, dor de garganta ou dificuldade respiratória, podendo estar acompanhados de dor de cabeça, dores musculares ou articulares.

A influenza é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza A ou B e é transmitida principalmente por gotículas respiratórias liberadas ao tossir ou espirrar.

Em alguns casos, a doença pode evoluir para quadros mais graves, especialmente em pessoas com fatores de risco ou com sinais de comprometimento respiratório.

Como o paciente é avaliado?

A equipe médica avalia os sintomas apresentados, o histórico de saúde e a presença de sinais de gravidade, como dificuldade para respirar, queda da saturação de oxigênio ou piora de doenças pré-existentes.

Também são considerados fatores de risco para complicações, como idade avançada, gestação, doenças crônicas, imunossupressão ou idade pediátrica. Dependendo da avaliação clínica, podem ser solicitados exames laboratoriais ou exames de imagem.

Como é conduzido o atendimento?

Quando há suspeita ou confirmação de influenza, o tratamento pode incluir medicação antiviral específica, principalmente em pacientes com quadros mais graves ou pertencentes a grupos de risco.

O medicamento antiviral é mais eficaz quando iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Além disso, podem ser adotadas medidas de suporte clínico e monitoramento da evolução do paciente.

Qual é o objetivo deste protocolo?

O objetivo é identificar precocemente os casos de influenza e iniciar o tratamento adequado, reduzindo o risco de complicações e contribuindo para um atendimento seguro e eficiente aos pacientes.

Manejo Clínico da COVID-19

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado quando um paciente apresenta sintomas compatíveis com síndrome gripal, como febre, tosse, dor de garganta ou dificuldade para respirar, com suspeita de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19.

A doença é uma infecção respiratória de alta transmissibilidade, podendo evoluir desde quadros leves até formas graves com comprometimento pulmonar e necessidade de internação hospitalar.

Como o paciente é avaliado?

A equipe médica realiza avaliação clínica completa, observando sintomas respiratórios, sinais vitais e a presença de sinais de gravidade, como queda da saturação de oxigênio, dificuldade respiratória ou piora de doenças pré-existentes.

Dependendo da avaliação clínica, podem ser solicitados exames laboratoriais e exames de imagem, como radiografia ou tomografia de tórax, para auxiliar na identificação do comprometimento pulmonar e na definição da conduta clínica.

Como é conduzido o atendimento?

O tratamento é definido de acordo com a gravidade do quadro clínico. Em casos leves, podem ser indicadas medidas de suporte e acompanhamento clínico.

Nos casos moderados ou graves, pode ser necessário suporte respiratório com oxigênio, monitorização contínua e uso de medicamentos específicos, como corticoides, anticoagulantes e outras terapias indicadas conforme a avaliação médica.

Em situações de insuficiência respiratória, o paciente pode necessitar de ventilação mecânica e cuidados intensivos, conforme protocolos assistenciais de medicina de emergência.

Qual é o objetivo deste protocolo?

O objetivo é identificar rapidamente os casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, iniciar o tratamento adequado e monitorar a evolução clínica do paciente, reduzindo o risco de complicações e garantindo um atendimento seguro e organizado.

Uso Racional de Antimicrobianos

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo orienta o uso adequado de antibióticos e outros antimicrobianos em pacientes internados ou em atendimento hospitalar.

O objetivo é garantir que esses medicamentos sejam utilizados somente quando realmente necessários e da forma mais segura e eficaz possível, evitando o desenvolvimento de bactérias resistentes e melhorando os resultados do tratamento.

Como o paciente é avaliado?

A equipe médica avalia cada caso individualmente, considerando:

  • tipo de infecção

  • exames laboratoriais e culturas

  • estado clínico do paciente

  • presença de infecção comunitária ou hospitalar

Sempre que possível, o tratamento inicial pode ser ajustado após a identificação do microrganismo responsável pela infecção, permitindo o uso de medicamentos mais específicos.

Como é conduzido o tratamento?

O protocolo prevê o uso criterioso de antibióticos, com estratégias como:

  • escolha inicial baseada no quadro clínico do paciente

  • ajuste da medicação após resultados laboratoriais

  • redução do espectro do antibiótico quando possível (descalonamento)

  • mudança da via intravenosa para via oral quando o paciente apresenta melhora clínica

Essas medidas ajudam a reduzir o risco de resistência bacteriana e garantem um tratamento mais seguro.

Qual é o objetivo deste protocolo?

Promover o uso responsável de antimicrobianos, melhorar os resultados do tratamento das infecções e contribuir para o controle da resistência bacteriana dentro do ambiente hospitalar.

Antibioticoprofilaxia Cirúrgica

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado antes de diversos procedimentos cirúrgicos com o objetivo de reduzir o risco de infecção no local da cirurgia, conhecida como infecção de sítio cirúrgico.

Como o paciente é avaliado?

A equipe médica define a necessidade e o tipo de antibiótico com base em fatores como:

  • tipo de cirurgia realizada

  • risco de contaminação do procedimento

  • condições clínicas do paciente

A escolha do antibiótico considera medicamentos com boa eficácia contra os principais microrganismos associados a infecções cirúrgicas.

Como é conduzida a prevenção?

A administração do antibiótico geralmente ocorre antes do início da cirurgia, idealmente dentro dos 60 minutos anteriores à incisão cirúrgica.

Em algumas situações específicas, podem ser necessárias doses adicionais durante ou após o procedimento, principalmente em cirurgias prolongadas ou com sangramento significativo.

Na maioria dos casos, uma única dose pré-operatória é suficiente para reduzir o risco de infecção.

Qual é o objetivo deste protocolo?

Garantir uma cirurgia mais segura, reduzindo a ocorrência de infecções pós-operatórias e contribuindo para melhores resultados na recuperação dos pacientes.

Prevenção de Infecções em Cirurgias com Próteses Ortopédicas

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado em cirurgias ortopédicas que envolvem implante de próteses articulares, como próteses de quadril ou joelho.

O objetivo é reduzir ao máximo o risco de infecção no local da cirurgia, uma das complicações mais importantes nesses procedimentos.

Como o paciente é avaliado?

Antes da cirurgia, a equipe médica avalia diversos fatores que podem aumentar o risco de infecção, como:

  • controle do diabetes

  • obesidade

  • tabagismo

  • estado nutricional

  • presença de bactérias na pele ou nas vias respiratórias

Quando necessário, podem ser realizadas medidas de preparação do paciente para reduzir esses riscos.

Como é conduzida a prevenção?

A prevenção envolve cuidados em todas as etapas da cirurgia:

Antes da cirurgia

  • controle das doenças crônicas

  • preparação da pele

  • profilaxia antibiótica adequada

Durante a cirurgia

  • controle rigoroso de esterilidade

  • redução da movimentação de pessoas na sala cirúrgica

  • técnicas cirúrgicas seguras

Após a cirurgia

  • acompanhamento clínico

  • cuidados com a ferida operatória

Qual é o objetivo deste protocolo?

Garantir maior segurança ao paciente submetido a cirurgias ortopédicas com próteses, reduzindo o risco de infecção e aumentando a durabilidade do implante.

Intoxicação por Metanol

Quando este protocolo é utilizado?

Este protocolo é aplicado quando há suspeita ou confirmação de intoxicação por metanol, substância que pode estar presente em bebidas alcoólicas adulteradas ou em produtos químicos como solventes e combustíveis.

A intoxicação por metanol é grave e pode causar cegueira permanente, alterações neurológicas e até risco de morte, exigindo atendimento médico imediato.

Como o paciente é avaliado?

A equipe médica avalia sinais e sintomas que podem surgir após a ingestão da substância, como:

  • tontura, náuseas e vômitos

  • dor abdominal e confusão mental

  • visão turva ou perda da visão

  • convulsões ou alterações neurológicas

Exames laboratoriais são realizados para identificar alterações metabólicas e confirmar o diagnóstico.

Como é conduzido o tratamento?

O tratamento é iniciado imediatamente quando há suspeita da intoxicação e pode incluir:

  • suporte clínico e monitoramento intensivo

  • administração de medicamentos específicos (antídotos)

  • correção de alterações metabólicas

  • hemodiálise em casos mais graves para remoção da substância tóxica do organismo

O acompanhamento é realizado por uma equipe multiprofissional até a estabilização do paciente.

Qual é o objetivo deste protocolo?

Garantir diagnóstico rápido e tratamento imediato, reduzindo o risco de complicações graves e aumentando as chances de recuperação do paciente.

Importante: as informações apresentadas são resumos explicativos e têm caráter informativo, não substituindo a avaliação individual realizada pela equipe médica.